quinta-feira, 6 de abril de 2023

𝑃𝑟𝑜𝑙𝑜𝑔𝑜

 Meu nome Ă© Gabriela D'Ávila, eu tenho 28 anos, sou paulista, nascida e criada em SP. Eu trabalho com cirurgia dentista no Brasil, sou bem sucedida, graças a Deus e aos meus esforços. Sempre trabalhei, sempre estudei, meus pais sempre me apoiaram em tudo, em qualquer coisa que eu decidir. Atualmente eu tĂŽ passando as fĂ©rias na Europa, decidi que queria viajar e eu me permiti a isso. Fazia tanto tempo que eu nĂŁo fazia isso, que a Ășltima vez eu era adolescente e foi com meu pais 😂.

Esse tempo estĂĄ sendo Ăłtimo, estou me permitindo mais, aĂ­ eu tĂŽ amando essa vida de patricinha 😬, jĂĄ gastei mais do que eu deveria. Pensando seriamente em viver a vida aqui, Ă© tranquilo, sou flexĂ­vel, posso trabalhar aqui e viver em paz. PorĂ©m Ă© sĂł um pensamento, no momento estou sĂł curtindo a vida aqui em Paris. A vida Ă© Ăłtima, as vezes, mas sinto muita falta da famĂ­lia, mas fazer o que, eu quis ficar aqui. Sabe aquele parente que decidiu se mudar pra longe de todo mundo, porque cansou de viver? EntĂŁo sou eu, se vocĂȘ nĂŁo conhece um parente que fez isso, faz vocĂȘ, no começo Ă© difĂ­cil, mas depois vocĂȘ acostuma. Hoje eu vou sair, vou pra um barzinho que tem aqui perto de casa, beber um pouco. Me arrumei, e fui beber. Estava lotado, o dono do bar Ă© um querido, sempre me trata bem e a primeira vez que eu vim aqui ele me acolheu, estava num momento difĂ­cil na vida. 

— Tem alguĂ©m sentado aqui? -um homem muito lindo perguntando, ele falava em francĂȘs, mas arranhava, confesso que eu ri por dentro.

— NĂŁo, pode se sentar. -falei em portuguĂȘs e ele ficou meio assustado.

— NĂŁo sabia que vocĂȘ era brasileira -ele sorriu e eu sorri de volta.

— É difĂ­cil encontrar brasileiras por aqui? -encarei ele.

— As vezes tem umas aqui, mas igual a vocĂȘ, nĂŁo tem nĂŁo hein. 

— Vou levar como elogio, vocĂȘ bebe? 

—Sim, vai me pagar uma bebida?

— SĂł se vocĂȘ me pagar uma de volta -eu ri e ele riu de volta. Daniel, sers-lui un verre, s'il te plaĂźt. (t: Daniel sirva uma bebida pra ele por favor.)

— FrancĂȘs impecĂĄvel, tem certeza que vocĂȘ nĂŁo Ă© daqui? -nĂłs rimos e o Dani serviu a bebida dele. Posso estar maluco, mas eu nunca vi uma moça tĂŁo bonita igual a vocĂȘ por aqui.

— Quem sabe vocĂȘ nĂŁo vĂȘ mais vezes -dei risada e dei um gole na minha bebida.

— VocĂȘ Ă© de onde? -me olhou de canto enquanto bebia um whisky, duplo malte.

— Sou de SĂŁo Paulo, e vocĂȘ?

— TambĂ©m, Praia Grande.

— SĂ©rio? Que legal, os dois do mesmo paĂ­s vindo se encontrar em Paris.

— Destino nĂ© -ele deu ombros e um sorriso muito sacana. 

— AĂ­, tĂĄ afim de sair comigo? Ir pra minha casa?

— Agora? -ele me olhou assustado- Nunca cheguei nessa parte -ele riu.

— Agora uĂ©, vamos ou nĂŁo? -me levantei, coloquei meu casaco, peguei minha bolsa e ele ficou me encarando.

—Vamos, claro que vamos.


Deixei um dinheiro no balcĂŁo e fomos pra minha casa, fomos conversando. Chegando lĂĄ, sĂł tirei meu casaco, ofereci uma bebida e ficamos bebendo a noite toda. E sim, eu estava com um estranho, na minha casa, estĂĄvamos bebendo e no final eu nem sabia o nome dele. SĂł lembro de estar pelada em cima dele e estar com muita, mas muita ressaca. 












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oito

Xx: Me desculpa, foi sem querer mesmo - nesse momento eu tomei um banho de vinho tinto, que sujou todo o meu vestido, eu nem tive reação, sé...